quinta-feira, 2 de julho de 2015

QUILOMBOLAS

Dentre as várias manifestações de resistência, os quilombos, também conhecidos como mocambos, funcionavam como comunidades de negros fugidos que conseguiam escapar do controle de seus proprietários. Os escravos escolhiam localidades de difícil acesso, não sendo abrigo apenas de escravos, os quilombos também abrigavam índios e fugitivos da justiça.
Um dos quilombos mais conhecidos da história brasileira foi Palmares, instalado na serra da Barriga, atual região de Alagoas. Que abrigava os vários quilombos que existiam naquela localidade. Seu crescimento ocorreu principalmente entre as décadas de 1630 e 1650.

Os Quilombos no Brasil:

















A Luta pela terra

-Constituição Brasileira de 1988, no artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), consagra aos remanescentes das comunidades de quilombos o direito à propriedade de suas terras.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Preconceito contra os índios no Brasil

Diariamente os povos indígenas são vítimas de discriminação, preconceito e marginalização por parte da sociedade envolvente. Sofrem todo tipo de violência, não bastasse todo o genocídio ocorrido há séculos. São violentados por quem tem o dever moral de protegê-los, o Estado brasileiro, através das constantes tentativas de mudanças na Constituição Federal.
Povos são expulsos dos seus territórios em nome de um desenvolvimento depredador e genocida, que se preocupa mais com uma cabeça de boi, com a expansão da monocultura, do que com a vida humana. Mais vale um pé de soja do que uma floresta, mais vale uma hidrelétrica que beneficia um pequeno grupo econômico, que vida e saúde para os povos.
Os povos indígenas são constantemente agredidos, quando seus territórios são invadidos por madeireiros, fazendeiros e grandes empreendimentos.Sabemos que os povos que estão em situação de isolamento e risco de extinção são ameaçados e quem sabe exterminados para dar lugar ao capital financeiro.A principal causa de violência contra os povos indígenas são: pressões da expansão da fronteira agrícola, da mineração, dos projetos de infraestrutura, de conflitos de terra.


Fonte 

terça-feira, 19 de maio de 2015

Santuário dos pajés


Localização: situada na Asa Norte de Brasília, na microbacia hidrográfica do córrego Bananal ( antiga fazenda bananal).Em fins da década de 1950 indígenas da etnia Fulni-Ô, falantes da língua Yatê, migram para o df onde se passava a construção e inauguração da atual capital federal, vindos do município de Águas Belas, seu território de origem, no estado de Pernambuco, região Nordeste do Brasil. Eles buscavam melhores condições de vida em uma área do pais que se mostrava mais promissora, principalmente pela desocupação de áreas dos indígenas no nordeste do pais.Desta situação resultou um processo de territorialização em Águas Belas, definido por João Pacheco de Oliveira uma reorganização social em que os indígenas tiveram de adaptar seu modo de vida a um espaço geográfico muito inferior em relação ao seu território de ocupação tradicional. Fazendo com que esse território se encontrasse bastante hostil para as populações dos Fulni-Ô pela disputa de território, o que resultou em fluxos migratórios contínuos para outras cidades do país, como é o caso do Rio de Janeiro e Brasília.
A respeito da história dos a presença dos Fulni-Ô em Águas Belas é bastante antiga e a origem do aldeamento indígena ali existente recua, no mínimo, ao período colonial, provavelmente ao século XVIII, quando esses indígenas foram mencionados em fontes textuais pelo apelativo genérico de Carnijó ou Carijó. Ainda naquela época, juntamente com vários povos indígenas que não tinham o Tupi antigo como idioma nativo, eles também foram genericamente denominados de Tapuya. Mas ao que tudo indica, suas origens étnicas estão relacionadas, também, a “misturas” de vários grupos étnicos que constituíram os atuais Fulni-Ô, etnia predominante, anfitriã e politicamente mais forte na região.

Fonte: http://brasil.indymedia.org/media/2011/10/498392.pdf

terça-feira, 14 de abril de 2015


               

Distribuição da população indígena no Brasil



                  De acordo com o Censo Demográfico realizado pelo IBGE em 2010, é de 817.963 indígenas, dos quais 502.783 vivem na zona rural e 315.180 habitam as zonas urbanas brasileiras. Este Censo revelou que em todos os Estados da Federação, inclusive do Distrito Federal, há populações indígenas. A Funai também registra 69 referências de índios ainda não contatados, além de existirem grupos que estão requerendo o reconhecimento de sua condição indígena junto ao órgão federal indigenista.
Com relação às 274 línguas faladas, o censo demonstrou que cerca de 17,5% da população indígena não fala a língua portuguesa.

         Esta população, em sua grande maioria, vem enfrentando uma acelerada e complexa transformação social, necessitando buscar novas respostas para a sua sobrevivência física e cultural e garantir às próximas gerações melhor qualidade de vida. As comunidades indígenas vêm enfrentando problemas concretos, tais como invasões e degradações territoriais e ambientais, exploração sexual, aliciamento e uso de drogas, exploração de trabalho, inclusive infantil, mendicância, êxodo desordenado causando grande concentração de indígenas nas cidades.

           Hoje, segundo dados do censo do IBGE realizado em 2010, a população brasileira soma 190.755.799 milhões de pessoas. Ainda segundo o censo, 817.963 mil são indígenas, representando 305 diferentes etnias. Foram registradas no país 274 línguas indígenas.



                         Fonte: http://www.funai.gov.br/index.php/indios-no-brasil/quem-sao?limitstart=0#